Nesse nosso mundo sempre tão acelerado e afobado, acabamos sucumbindo à pressão e tornando nossas vidas corridas, atoladas de coisas a fazer, coisas que, em muitas vezes, nenhum sentido possuem, coisas que em nada nos agregam, coisas que nem mesmo nos agradam, mas que, nessa sensação de que precisamos fazer, precisamos entregar, precisamos demonstrar, acabam sendo colocadas em nossas vidas apenas para ocupar espaço. E quando nos damos conta, estamos exaustos, cansados, desesperados pelo final de semana, angustiados por aquele feriado, sedentos pelas férias. Momentos que, uma vez chegados, passam tão rápida e ligeiramente, pouco são aproveitados, pouco são desfrutados, estamos tão exauridos que nem mesmo temos energia para descansar. Isso porque descansar não se trata simplesmente de deitar numa rede e adormecer por horas que correm como as águas de um rio comprido. Descansar está naquela experiência que nos agrada, naquela leitura que nos encanta, naquela dança que nos envolve, ...
Às vezes eu fico pensativo quanto ao poder de impacto que temos sobre as pessoas que nos cercam. Um poder que, tenho para mim, nem ao menos temos noção. Isso porque nossas ações reverberam de formas e em intensidades que, sinceramente, desconhecemos. Assim como um gesto nobre de nossa parte pode, amanhã, ser por nós esquecido, mas eternamente lembrado por aquele a quem lhe dirigimos, uma atitude insensata e fria pode, da mesma maneira, ser por nós ignorada, mas causar uma cicatriz permanente naquele que fora vítima de nossa insensibilidade. Esses dias me deparei com um pensamento que me fez refletir bastante sobre isso… “Muitos não fazem por mal, mas não sabem o mal que fazem” E é isso. Às vezes não nos damos conta de nossas ações no mundo, mas elas causam impactos significativos e duradouros, seja para o bem, seja para o mal. Cabe a nós nos indagarmos sobre o impacto que temos causado no mundo. S erá que temos marcado aqueles que, por algum momento, cruzam...