Você é uma totalidade em si mesmo. Uma totalidade que encerra e dá contorno aos seus funcionamentos e mecanismos psicológicos e biológicos. Em você pode-se encontrar sentimentos, desejos e pensamentos. Bem como a manifestação de atitudes e comportamentos . Suas partes o compõem e ajudam a defini-lo, o que não quer dizer que o determinam. Isso porque as suas partes, ao longo do tempo, podem se modificar. E, ao menos uma delas se modificando, o todo que é você se transforma , pois é assim que acontece. Um sentimento novo e algo muda na sua forma de ver o mundo. Um pensamento diferente e talvez toda a sua concepção sobre o que é a vida pode se transformar. Mudanças que também mudarão a forma como o veem e se relacionam contigo . Lembre-se disso. Mexer na parte reverbera em todo o todo . Embora sendo uma totalidade, você não está isolado. Isso porque, sendo uma totalidade, faz parte de tantas outras totalidades. E não precisamos ir muito longe para chegarmos a esse ponto. ...
Alguns de nós dizem que gostariam de viver muito. Mas acabam se reduzindo a uma ideia equivocada. Dizem isso apontando quantidade de tempo como um critério para concluírem que “viveram muito” . Como se viver oitenta, noventa ou cem anos fosse o mesmo que “viver bastante”. Não necessariamente. Isso porque quantidade de tempo não significa qualidade de tempo. De que adiantam cem anos de uma vida inautêntica? Sendo quem não se é? Fazendo coisas nas quais nem se acredita apenas por conformismo, comodidade e conservadorismo? Não se aceitando na sua própria singularidade? Terão esses cem anos valido a pena? Chegarão ao fim com uma sensação agradável de plenitude? Ou despertarão apenas arrependimento pelo tempo outrora disponível, mas desperdiçado? “Não há razão para pensar que um homem viveu muito porque tem cabelos grisalhos ou rugas; ele não viveu muito, apenas existiu muito. Ou você pensa que fez uma longa viagem o homem pego por violenta tempestade assim que deixou o por...