Por vezes somos exigentes demais. Seja com os nossos filhos, nossos companheiros, nossos colegas de trabalho ou quaisquer outras pessoas que compartilhem conosco nem que seja uma fração da convivência. E nos irritamos quando sentimos que não estão se desenvolvendo. É como se não tivéssemos paciência para ensinar, demonstrar, esclarecer dúvidas e resolver incertezas. Ou então não temos humildade para nos agacharmos, quando necessário, e emprestarmos nossos ouvidos de compreensão àquele que está com dificuldades. Gritamos, vociferamos. Se não com palavras, acontece com gestos e olhares. Expressamos nossa insatisfação e indignação e passamos a ideia de que nunca estamos satisfeitos. Uma ideia verdadeira. Sempre tão altivos, traçamos metas inalcançáveis. Arrogantes, não facilitamos o crescimento de alguém. “Se uma planta não está crescendo, não gritamos com ela, nós a regamos” (Autor Desconhecido) Precisamos ter a paciência e a sensibilidade de um gentil agricu...
Todos temos medo de partir. Ou ao menos sentimos algum incômodo quando somos confrontados pelo fato de que a finitude nos aguarda. É até mesmo por isso que tanto sofremos quando alguém que muito amamos se vai desse mundo. Choramos sua partida, é claro, teremos que conviver com a sua ausência. Choramos, também, o aviso que a vida ressoa em nossos ouvidos: um dia seremos nós. Certa vez alguém me disse que a vida é um presente e que não gostamos de abrir mão dos nossos presentes. Essa pessoa tem razão. É difícil se soltar de algo que tantas boas coisas em nós despertam. A vida tem seus os problemas, é verdade. Mas desde que tenhamos recursos internos e externos para com eles lidar, por aqui desejamos continuar, pois ela também tem os seus frescores e refrigérios. Então não queremos partir. E tememos o fim. Só que antes de temer a morte, deveríamos temer o não viver. E para não viver não precisamos deixar de respirar, nem nosso coração precisa deixar de bater. Com certez...