Humanos que somos, por vezes também nos encontramos ansiosos. Q ueremos que as coisas se apressem e aconteçam de uma vez. Queremos que a vida se concretize rapidamente. Mas não é assim que funciona. E aqueles que acompanham minhas reflexões a algum tempo sabem o quanto pude entender que há um tempo a ser obedecido para que as coisas aconteçam. E parte desse aprendizado se deu acompanhando pessoas em suas dores e sofrimentos, em suas conquistas e alegrias. Quantas vezes me vi angustiado querendo apressar os seus processos! Mas isso não lhes faria bem, eu não estaria fazendo o meu trabalho ao não lhes permitir amadurecer em seu próprio ritmo. Então me acalmei. E assim entendi que é necessário paciência e humildade na relação com outro ser humano. Ele caminhará em seu próprio ritmo e intensidade. E caminhará enquanto lhe fizer sentido, independente da minha vontade ou do que quer que eu consiga ver. O caminho é dele. A decisão também. Cabendo a mim ser apenas uma companhia acolhed...
O conteúdo deste texto está também disponível no último episódio lançado no Insight Psicologias que você pode ouvir em: Estamos na era da conexão, da informação, da tecnologia e da exposição. Se antes era necessário que conquistássemos o status de popstars para, então, termos nossos rostos exibidos em cada canto, hoje a possibilidade de viralizarmos é imensa, bastando que nossa imagem chegue, de alguma forma, às correntezas da internet. Um dos públicos mais suscetíveis a isso é o da infância. Crianças, normalmente, são vistas como criaturinhas fofas, cheias de gracejos que fazem as pessoas sorrirem e se admirarem. Mesmo quando estão fazendo alguma birra, muitos adultos veem isso como algo engraçado, divertido, digno de ser registrado e, o que é pior, postado! Afinal, pode gerar engajamento, ou mesmo servir como plataforma de pertencimento e validação para o quanto a experiência da paternidade pode ser desafiadora ou o quanto querem transmitir a ...