Uma das mais terríveis coisas que afastam os seres humanos é o preconceito. Seja qual de qual tipo for. O preconceito é aquela conclusão que formamos sobre alguém, sobre algum grupo ou mesmo alguma ideia sem antes nos aprofundarmos, sem antes conhecermos verdadeiramente aquela questão. E isso constrói muros ao invés de pontes. Isso afasta ao invés de unir. Isso cria uma luta vã e nefasta cujos grupos se dividem entre “nós” e “eles”. E isso é de uma ignorância sem tamanho. As pessoas são muito mais que qualquer conclusão que possamos formar sobre elas. Sua cor de pele, sua religião, seu país ou mesmo sua orientação sexual não são os únicos fatores que as definem. Rótulos nada querem dizer. Há pastores que fazem mal a crianças e há ateus que doam aos pobres. Tirar conclusões precipitadas sobre alguém porque achamos saber algo a respeito da identidade que ele carrega só nos faz agir equivocadamente em relação a quem quer que seja. Além de tudo, alguém sofrer pela forma c...
Às vezes é como se experimentássemos a sensação de que ninguém se importa conosco. Em algumas delas estamos certo. Pode ser que estejamos dentro de relações nas quais a doação é unilateral, parte apenas de nós, enquanto o outro lado pouco ou nada faz a fim de manter vivo aquilo que nos une. Nesse caso estamos certos, não há importância, não há consideração. Mas em outras estamos completamente equivocados, só que não sabemos, não percebemos, não conseguimos visualizar o nosso equívoco. Somos sim considerados e somos sim validados, importam-se sim com a nossa existência, só que não da maneira como queremos, exigimos ou idealizamos. E aí está o nosso erro. Se em algumas situações a sensação é verdadeira, em outras ela nos engana. Sinto que por vezes ficamos exageradamente autocentrados, como se o mundo nos devesse algo, como se as pessoas precisassem descobrir os segredos mais ocultos que estão escondidos dentro de nossos corações e, assim, tornamo-nos incapazes de encont...