Imagine que você esteja em uma estrada rumo ao seu destino. O seu destino é bonito. Só de imaginá-lo seu coração se enche de empolgação e a sua alma se agita de ansiedade. Lá é um lugar agradável. Admirável. Cheio de vida. No entanto, para alcançá-lo, é antes necessário atravessar a tal estrada. Não tem jeito. Não tem um pó mágico que o transportará instantaneamente para o lugar almejado. Você precisará percorrer os quilômetros diante de seus olhos. E essa viagem pode ser tediosa e até cansativa, sobretudo se os seus olhos só conseguirem focar no destino e em nada mais. Essa mesma viagem, no entanto, pode ser extremamente enriquecedora e estimulante se, mesmo atento ao seu porto, você conseguir abrir espaço para que os pequenos encantos do caminho maravilhem os seus olhos. “Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade” (Pearl S. Buck) O destino não precisa ser desconsiderado, nem deve sê-lo. Mas se você pode se maravilhar ...
Já se sentiu alheio a si mesmo em relação a certas situações em sua vida? Já se viu fazendo coisas, ou falando palavras, que não correspondiam exatamente à sua vontade, mas que foram manifestas em nome de cumprir o roteiro, agradar, atender aos caprichos do mundo? É bem verdade que, em interação com outras pessoas, por vezes se faz necessário que moldemos algumas de nossas atitudes em nome da boa convivência, mas quando isso se torna uma constante, afastando-nos de nossas verdades, acabamos distanciados de nós mesmos, apertando-nos para caber na forma tão limitada e estreita a partir da qual somos vistos. E tudo começa quando ainda somos bem pequenos. É comum que, em um dia estressante, nossos cuidadores não nos atendam imediatamente ao clamor de nossas necessidades, é quando negligenciam algum cuidado ou não acolhem a expressão de alguma emoção. Entretanto, quando essas faltas se repetem formam-se feridas em nossa pele existencial, convocando-nos...