Às vezes olhamos para a vida de uma forma bastante limitada e reducionista, privados, então, de sermos capazes de contemplarmos os mais diversos caminhos que levam aos mesmos destinos . É como alguém que sonha com um diploma de graduação. Ele não tem apenas uma opção, um único curso, mas vários. E todos o levarão ao mesmo destino: adquirir seu sonhado diploma. Se ficar reduzido a apenas um caminho, acreditando que sua decisão deva prevalecer independente de qualquer coisa, talvez faça uma má escolha e trilhe arduamente por uma estrada que poderia ser estimulante. Ao contrário, se compreende que há outros caminhos possíveis, pode se convencer de que não soube escolher dentre as alternativas, retrocede, faz o retorno, e recomeça, agora mais consciente do que busca, mais atento ao que é ofertado, mais capaz de optar por uma estrada cuja paisagem lhe faça mais sentido e, então, comece a estudar o que realmente tem a ver com o seu jeito de ser. Experimentou. Não se limitou. Nem se apr...
Há não muito tempo conversamos por aqui sobre o conceito de utilidade estar sendo incluído na nossa relação com as pessoas. E isso tem ficado cada vez mais claro. Tanto que muitas relações, sustentadas na superficialidade da utilidade, acabam desmoronando ao soprar de leves brisas. E em relação a isso esbarrei, nos últimos dias, em um belo pensamento que transcreverei a seguir. Ele traz uma verdade. E nos coloca para refletir sobre a complexidade do que tem acontecido. Talvez seja interessante que, antes de acompanhar as conclusões às quais cheguei, você faça uma pausa e pense aí, consigo mesmo, em como esse pensamento o afeta. “Hoje as pessoas namoram para mostrar, não por amor, isso tem feito com que muitas pessoas prefiram ficar sozinhas” (Slavoj Zizek) Outro autor diria que vivemos na sociedade do espetáculo. E nessa sociedade tudo precisa ser performático. É como se estivéssemos vivendo não para nós, mas para o outro, para impressioná-lo, entretê-lo, d...