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Mensagens

[Reflexão] Se você se permitir

  Imagine que você esteja em uma estrada rumo ao seu destino. O seu destino é bonito. Só de imaginá-lo seu coração se enche de empolgação e a sua alma se agita de ansiedade. Lá é um lugar agradável. Admirável. Cheio de vida. No entanto, para alcançá-lo, é antes necessário atravessar a tal estrada. Não tem jeito. Não tem um pó mágico que o transportará instantaneamente para o lugar almejado. Você precisará percorrer os quilômetros diante de seus olhos. E essa viagem pode ser tediosa e até cansativa, sobretudo se os seus olhos só conseguirem focar no destino e em nada mais. Essa mesma viagem, no entanto, pode ser extremamente enriquecedora e estimulante se, mesmo atento ao seu porto, você conseguir abrir espaço para que os pequenos encantos do caminho maravilhem os seus olhos.   “Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade” (Pearl S. Buck)   O destino não precisa ser desconsiderado, nem deve sê-lo. Mas se você pode se maravilhar ...
Mensagens recentes

[Reflexão] O medo da rejeição

  Já se sentiu alheio a si mesmo em relação a certas situações em sua vida? Já se viu fazendo coisas, ou falando palavras, que não correspondiam exatamente à sua vontade, mas que foram manifestas em nome de cumprir o roteiro, agradar, atender aos caprichos do mundo?   É bem verdade que, em interação com outras pessoas, por vezes se faz necessário que moldemos algumas de nossas atitudes em nome da boa convivência, mas quando isso se torna uma constante, afastando-nos de nossas verdades, acabamos distanciados de nós mesmos, apertando-nos para caber na forma tão limitada e estreita a partir da qual somos vistos.   E tudo começa quando ainda somos bem pequenos.   É comum que, em um dia estressante, nossos cuidadores não nos atendam imediatamente ao clamor de nossas necessidades, é quando negligenciam algum cuidado ou não acolhem a expressão de alguma emoção. Entretanto, quando essas faltas se repetem formam-se feridas em nossa pele existencial, convocando-nos...

[Reflexão] A chance de começar

  Por vezes fazemos inúmeros planos na vida. Mas sempre bate o receio. Tememos que dê errado, ou que não sejamos bons o suficiente, ou que o momento não seja o mais adequado. Cheios de sonhos, acabamos vazios de coragem por fazê-los acontecer. O que é uma pena. Quantas histórias encantadoras não puderam ser lidas porque o escritor não ousou tirá-las de sua mente? Quantas músicas emocionantes deixaram de comover corações porque o compositor não ousou versejá-las? Quanta beleza deixou de ser apreciada pelo mundo porque alguém se convenceu de que ela não era tão bonito assim? E assim muitas foram as coisas incríveis que sucumbiram ao medo, ao receio, à incerteza. Assim como muitas coisas maravilhosas tiveram a chance de contemplar a luz porque alguém se encheu de coragem, ousou e arriscou: encantou!   “Comece onde você está. Use o que você tem. Faça o que você pode” (Arthur Ashe)   Para realizarmos nossos sonhos e darmos vida aos nossos projetos basta que olhemos co...

[eBook] Dinheiro não traz felicidade? O preço de acreditar nisso

  A gente cresce ouvindo que dinheiro não é tudo e, de fato, não é. Mas ninguém nos prepara para lidar com a sua falta, ninguém nos ensina o que fazer com o que sentimos quando o dinheiro aperta, quando sobra, quando falta ou quando simplesmente não sabemos como usá-lo.   A verdade é que nossa relação com o dinheiro começa muito antes do primeiro salário, nascendo nas falas que ouvimos, nos exemplos que vemos e nas experiências que atravessamos e, então, sem perceber, vamos repetindo padrões:   · gastando para aliviar emoções · evitando olhar para as contas · sentindo culpa ao consumir · acreditando que nunca é suficiente   Foi a partir dessa inquietação que nasceu o eBook “Dinheiro não traz felicidade? O preço de acreditar nisso” . Um material que não fala apenas de finanças, mas de pessoas.   Nele, você não vai encontrar fórmulas mágicas, mas reflexões, provocações e caminhos possíveis para construir uma relação mais consciente com o ...

[Reflexão] Resgatar-se

  Quando somos crianças, e mesmo adolescentes, idealizamos o futuro com certo entusiasmo. Pensamos na liberdade que teremos, nas experiências que poderemos ter, naquilo que seremos e o que faremos com a oportunidade que nos foi dada de viver. Uns sonharam com filhos, outros com uma carreira na música e ainda outros com o encanto de desbravar o Universo! Fato é que muitas eram as nossas idealizações, os nossos gostos e as nossas vontades, bem como nossas habilidades, nossos talentos e nossas aspirações. Entretanto, conforme crescemos, parece que nos distanciamos de tais convicções, parece que nos esquecemos de nossos sonhos e de nossas possibilidades, é como se acabássemos distanciados de nós mesmos e das nossas verdades. Cercados por demandas incessantes, por deverias constantes e por exigências impacientes, é como se simplesmente não ousássemos ser quem verdadeiramente somos.   “Você consegue lembrar quem era você antes do mundo te dizer quem você deveria ser?” (Danielle...

[Reflexão] O que não tivemos

  Muitos de nós tiveram vidas difíceis. Seja porque passaram por privações materiais ou afetivas. Fato é que crescem e sentem falta daquilo que, sendo um desejo, não pôde ter sido satisfeito. E, então, desejam ardentemente prover àqueles que deles dependem tudo o que lhes faltou: seja a um neto, a um filho, a um sobrinho ou ao filho do melhor amigo! Pensam em tudo o que não tiveram e decidem que aquelas crianças terão a sorte de tê-las. E não há problema nisso. No entanto, muitos de nós, enquanto crescemos, também aprendemos coisas que, refletimos, a nós foram apresentadas tarde demais. Às vezes é a capacidade de falar não, em outras é a descoberta do quanto aprender outro idioma é importante e em tantas outras o quanto é fundamental que tenhamos tempo de qualidade com pessoas que a nós são especiais, pessoas, que um dia, partirão. E, então, pensando a partir desse ponto de vista, quero compartilhar algo que li recentemente no perfil @patibeckz: “E se em vez de comprar para os no...

[Reflexão] As plantinhas que somos

  Por vezes somos exigentes demais. Seja com os nossos filhos, nossos companheiros, nossos colegas de trabalho ou quaisquer outras pessoas que compartilhem conosco nem que seja uma fração da convivência. E nos irritamos quando sentimos que não estão se desenvolvendo. É como se não tivéssemos paciência para ensinar, demonstrar, esclarecer dúvidas e resolver incertezas. Ou então não temos humildade para nos agacharmos, quando necessário, e emprestarmos nossos ouvidos de compreensão àquele que está com dificuldades. Gritamos, vociferamos. Se não com palavras, acontece com gestos e olhares. Expressamos nossa insatisfação e indignação e passamos a ideia de que nunca estamos satisfeitos. Uma ideia verdadeira. Sempre tão altivos, traçamos metas inalcançáveis. Arrogantes, não facilitamos o crescimento de alguém.   “Se uma planta não está crescendo, não gritamos com ela, nós a regamos” (Autor Desconhecido)   Precisamos ter a paciência e a sensibilidade de um gentil agricu...