Temos nossas individualidades, aquelas coisas apenas nossas e que, de certa forma, ajudam a compor nossa identidade. São coisas que, em muitos momentos, nos diferenciam das demais pessoas que habitam o mundo. Seja um modo de falar, um gosto musical, uma preferência artística ou mesmo a apreciação por determinado estilo de vida. Algumas dessas coisas nos acompanham desde que éramos crianças e, aprendendo com os nossos avós que um cafezinho depois do almoço cai bem, não deixamos de fazê-lo mesmo depois de crescidos. Outras dessas coisas conquistamos na adolescência, aquele período de descobertas e redefinições, quando passamos por uma necessária diferenciação entre nós e aqueles que nos cercam e entendemos que rock é o nosso gênero predileto! E também há coisas que descobrimos depois de grandinhos, até mesmo velhinhos, como a diversão que encontramos naquele jogo de videogame que o nosso neto de doze anos nos convidou para jogar… Enfim, somos compostos por particularidades que nos...
A felicidade, como concebida pela sociedade contemporânea, não existe para Arthur Schopenhauer, filósofo considerado pessimista que nos ajuda a compreender que a vida humana é permeada por um constante estado de insatisfação, insuficiência e infelicidade. Mas calma... Nem tudo está perdido! É, antes de tudo, importante compreendermos o quanto somos bombardeados, nos tempos presentes, por uma positividade descrita como tóxica que nos faz acreditar que a felicidade é algo a ser alcançado a qualquer custo, pois, apregoa-se, é exatamente o que merecemos. Só que essa é uma forma de pensar muito recente, que ganhou força conforme o espírito individualista passou a dominar nosso tempo, convencendo-nos do quanto somos absolutamente responsáveis pela felicidade da qual queremos usufruir. O que é, em partes, um erro. E é um erro porque nossa vida é recheada por situações e circunstâncias que fogem ao nosso controle, como nos ensinam os estoicos. ...