O conteúdo desse texto pode ser acompanhado pelo vídeo a seguir: Há uma história muito inspiradora que, em tantos momentos, me ajuda a retornar para uma forma de viver mais consciente, pacífica e atenta ao que acontece ao meu redor. Ela narra sobre um discípulo, cheio de verdades absolutas e questionamentos que mais pareciam buscar pela confirmação de suas hipóteses, do que por respostas que pudessem realmente transformar sua forma de entender a vida. Um belo dia, porém, como parte de sua formação, o discípulo se achegou ao mestre responsável pelos seus ensinos. Sentou-se diante do homem mais velho e começou a discorrer sobre suas ideias em relação às coisas, mal dando tempo para que o ouvinte paciente pudesse respondê-lo. O discípulo questionava o quanto se sentia confuso por aquilo que vinha aprendendo, o quanto tentava ver sentido em conteúdos que, aos seus olhos, pareciam tão vagos e fortuitos. Não se dava conta, porém, de sua forma de ...
Os dias passam e é como se nada tivesse sido vivido. Até podemos ter a impressão de que estivemos ocupados com muitas coisas, mas esse é exatamente o problema. Fragmentados em tantas distrações, não conseguimos estabelecer um senso de continuidade e permanência em nossas experiências, restando um vazio interior que só seria preenchido pelo enraizamento daquilo que estamos vivendo. Esse vazio, no entanto, não é resultado de faltas. A curiosa questão é que vivemos em tempos de intensa fartura. Muitas são as opções com as quais podemos preencher nosso tempo, e muitas são as possibilidades relacionais a nós apresentadas. É sábado à noite, mas não quer sair de casa? Abra os inúmeros serviços de streaming e se delicie com um cardápio infinito. É sexta-feira e gostaria de sair com alguém? Entre em aplicativos de relacionamento e, então, escolha a opção que mais lhe atrair. Mas não se preocupe em ter que viver tais possibilidades até o fim. O filme não o cativou ...