Antes da gravação de um filme, por exemplo, ou de um episódio de alguma série, e também antes de alguma peça ser, enfim, levada ao teatro, os envolvidos nas obras participam de ensaios. Os diálogos são treinados, os gestos, os movimentos, as cenas, enfim, tudo é detalhadamente ensaiado. E esses ensaios permitem que erros sejam corrigidos, excessos sejam diminuídos e aquilo que precisa de mais intensidade seja, então, trabalhado. Os atores criam intimidade entre si, vão desenvolvendo a importante familiaridade que os ajudará e contracenar com maior naturalidade. O texto é decorado. As cenas se tornam previsíveis. E, então, a ação concreta finalmente acontece. A gravação é feita. A apresentação ocorre. A obra é realizada. E essas coisas são baseadas na vida, de alguma forma. Um filme, por exemplo, pode retratar o drama de uma mãe que, sendo ilegal em determinado país, é separada de seu filho ainda pequeno, algo que acontece na vida real. Uma peça de teatro pode trazer ...
Imagine que você esteja em uma estrada rumo ao seu destino. O seu destino é bonito. Só de imaginá-lo seu coração se enche de empolgação e a sua alma se agita de ansiedade. Lá é um lugar agradável. Admirável. Cheio de vida. No entanto, para alcançá-lo, é antes necessário atravessar a tal estrada. Não tem jeito. Não tem um pó mágico que o transportará instantaneamente para o lugar almejado. Você precisará percorrer os quilômetros diante de seus olhos. E essa viagem pode ser tediosa e até cansativa, sobretudo se os seus olhos só conseguirem focar no destino e em nada mais. Essa mesma viagem, no entanto, pode ser extremamente enriquecedora e estimulante se, mesmo atento ao seu porto, você conseguir abrir espaço para que os pequenos encantos do caminho maravilhem os seus olhos. “Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade” (Pearl S. Buck) O destino não precisa ser desconsiderado, nem deve sê-lo. Mas se você pode se maravilhar ...