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Mensagens

[Reflexão] Habitar o tempo

  Esse conteúdo é baseado no vídeo de estreia do canal Insight Psicologias que você pode assistir em:   Estamos há poucos meses do final de mais um ano. E você, assim como eu, talvez tenha ouvido falas como “Nem vi o tempo passar”. Fala que se repete aos montes, entre várias pessoas e em diversos momentos. Fala que denota o quanto o tempo, embora sempre passando, não tem sido verdadeiramente por nós habitado. Reflexo da nossa pressa, do nosso imediatismo, da correria que permeia nossos dias e não nos permite contemplar a vida acontecendo.   Apressados, acelerados, impulsionados a uma espécie de competição cujo prêmio não sei ao certo se existe, desrespeitamos o tempo das coisas, o processo da existência, passamos por cima de nós mesmos.   Adentramos projetos e tentamos concretizar sonhos ignorando que existe um percurso a ser percorrido para tais concretizações. É como alguém que busca formação em alguma profissão. É necessário que ele passe por semest...
Mensagens recentes

[Reflexão] Em nossa forma e medida

  Humanos que somos, por vezes também nos encontramos ansiosos. Q ueremos que as coisas se apressem e aconteçam de uma vez. Queremos que a vida se concretize rapidamente. Mas não é assim que funciona. E aqueles que acompanham minhas reflexões a algum tempo sabem o quanto pude entender que há um tempo a ser obedecido para que as coisas aconteçam. E parte desse aprendizado se deu acompanhando pessoas em suas dores e sofrimentos, em suas conquistas e alegrias. Quantas vezes me vi angustiado querendo apressar os seus processos! Mas isso não lhes faria bem, eu não estaria fazendo o meu trabalho ao não lhes permitir amadurecer em seu próprio ritmo. Então me acalmei. E assim entendi que é necessário paciência e humildade na relação com outro ser humano. Ele caminhará em seu próprio ritmo e intensidade. E caminhará enquanto lhe fizer sentido, independente da minha vontade ou do que quer que eu consiga ver. O caminho é dele. A decisão também. Cabendo a mim ser apenas uma companhia acolhed...

[Psicologia] Infância não é conteúdo

  O conteúdo deste texto está também disponível no último episódio lançado no Insight Psicologias que você pode ouvir em:   Estamos na era da conexão, da informação, da tecnologia e da exposição. Se antes era necessário que conquistássemos o status de popstars para, então, termos nossos rostos exibidos em cada canto, hoje a possibilidade de viralizarmos é imensa, bastando que nossa imagem chegue, de alguma forma, às correntezas da internet.   Um dos públicos mais suscetíveis a isso é o da infância.   Crianças, normalmente, são vistas como criaturinhas fofas, cheias de gracejos que fazem as pessoas sorrirem e se admirarem. Mesmo quando estão fazendo alguma birra, muitos adultos veem isso como algo engraçado, divertido, digno de ser registrado e, o que é pior, postado! Afinal, pode gerar engajamento, ou mesmo servir como plataforma de pertencimento e validação para o quanto a experiência da paternidade pode ser desafiadora ou o quanto querem transmitir a ...

[Reflexão] Aprender exige espaço

  O conteúdo desse texto pode ser acompanhado pelo vídeo a seguir:       Há uma história muito inspiradora que, em tantos momentos, me ajuda a retornar para uma forma de viver mais consciente, pacífica e atenta ao que acontece ao meu redor. Ela narra sobre um discípulo, cheio de verdades absolutas e questionamentos que mais pareciam buscar pela confirmação de suas hipóteses, do que por respostas que pudessem realmente transformar sua forma de entender a vida.   Um belo dia, porém, como parte de sua formação, o discípulo se achegou ao mestre responsável pelos seus ensinos. Sentou-se diante do homem mais velho e começou a discorrer sobre suas ideias em relação às coisas, mal dando tempo para que o ouvinte paciente pudesse respondê-lo. O discípulo questionava o quanto se sentia confuso por aquilo que vinha aprendendo, o quanto tentava ver sentido em conteúdos que, aos seus olhos, pareciam tão vagos e fortuitos. Não se dava conta, porém, de sua forma de ...

[Reflexão] Temos tanto. Mas vivemos nada

  Os dias passam e é como se nada tivesse sido vivido. Até podemos ter a impressão de que estivemos ocupados com muitas coisas, mas esse é exatamente o problema. Fragmentados em tantas distrações, não conseguimos estabelecer um senso de continuidade e permanência em nossas experiências, restando um vazio interior que só seria preenchido pelo enraizamento daquilo que estamos vivendo.   Esse vazio, no entanto, não é resultado de faltas. A curiosa questão é que vivemos em tempos de intensa fartura. Muitas são as opções com as quais podemos preencher nosso tempo, e muitas são as possibilidades relacionais a nós apresentadas. É sábado à noite, mas não quer sair de casa? Abra os inúmeros serviços de streaming e se delicie com um cardápio infinito. É sexta-feira e gostaria de sair com alguém? Entre em aplicativos de relacionamento e, então, escolha a opção que mais lhe atrair.   Mas não se preocupe em ter que viver tais possibilidades até o fim. O filme não o cativou ...