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[Reflexão] Seja humano ao necessitado

  Há pessoas abatidas por aí. Há pessoas lutando contra algum monstro cujos assombros são sentidos apenas por elas. Há pessoas desejosas por um acolhimento e uma compreensão, por algum auxílio que as ajude a atravessar o doloroso trecho pelo qual estão passando. Há pessoas sedentas por uma conversa. Uma conversa simples, sobre coisas aleatórias, que nem precisa ser tão profunda ou transformadora, mas que as faça sentir que há outro ser humano diante delas, de carne e osso e sentimentos, ouvindo-as, dando-lhes atenção, interagindo com elas. E não é por serem mimadas ou caprichosas, não é por quererem toda a atenção do mundo para si. É mais que isso. ] É por sentirem, no íntimo de suas almas, a necessidade inerente a qualquer humano que por aqui esteja: pertencimento . Necessidade cada vez mais difícil de se realizar em um mundo repleto de individualismos, egocentrismos, artificialidades e polarizações rígidas e aparentemente insuperáveis.   E essas pessoas podem estar bem...
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[Reflexão] Sorrisos da alma

  O amor talvez não esteja necessariamente na concretude das coisas, mas na expectativa delas. Isso porque não precisamos ter aquele a quem amamos ao nosso lado para, então, sorrir agraciados. Basta que sua face passe de relance pela nossa mente. Basta que nos lembremos de que, dentro de pouco tempo, iremos nos reencontrar outra vez para aquele passeio aguardado. Ou basta que, uma vez compartilhando a vida, tenhamos planejado uma viagem apenas nossa e a simples ideia de que teremos um tempo somente para nós, livres do restante do mundo, já nos encha de alegrias e satisfações. Talvez isso aconteça porque o amor está acima de amar a presença. Amamos a existência. Só de saber que aquele que mora em nosso coração existe, é como se nada mais importasse.   “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz” (Antoine de Saint-Exupéry)   E aí está a magia do amor. É interessante pensar que a mera noção de que temos ao nosso lado alguém ...

[Reflexão] Cuide de quem ama

  Pense naquela pessoa especial. Agora pense em como ela toca os seus sentimentos. Pense nas experiências que já tiveram, nas conquistas que compartilharam e nas gargalhadas que juntos soaram. Pense, ainda, nas lágrimas que um derramou sobre o ombro do outro. Pense nos planos que têm construído, pense em seus próprios planos que, você confessa, jamais aconteceriam sem aquela presença. Pense com carinho e pense de verdade. Pense nas brigas que tiveram e em como foram capazes de superá-las. Pense no que foi que os motivou a deixá-las para trás. Talvez você tenha tido que, em algum momento, conceder perdão a essa pessoa especial. E você o fez por ter a noção de que não tê-la mais ao seu lado seria doloroso demais. Então você superou o orgulho e foi capaz de curar o próprio coração para tornar a ter nos braços alguém que, inexplicavelmente, lhe faz experimentar borboletas nos estômago… Para além de pensar nessa pessoa, cuide dessa pessoa, pois um dia ela irá embora, você queira ou nã...

[Reflexão] Ter que saber

  Às vezes começamos aprender algo, em nossas vidas, e não concluímos. E muitos podem ser os exemplos. Podemos começar um curso de inglês e deixá-lo pela metade. Ou podemos iniciar uma faculdade de engenharia e desistir dela nos primeiros semestres. Em alguns casos, durante o percurso, somos capazes de identificar que aquele não é o nosso caminho: não queremos aprender inglês e engenharia nada tem a ver com a nossa vontade. Recomeçamos. E nessa acabamos nos encontrando em um curso de espanhol ou francês ou descobrimos nossa “vocação” cursando medicina veterinária ou biomedicina… No entanto, em outros tantos casos essa desistência precoce e prematura não se dá porque aquela área não nos encantou. Pelo contrário. Talvez estejamos enormemente encantados, só que a nossa autocobrança excessiva nos impulsiona a iniciar um aprendizado com a sensação de que já precisamos saber. Desistimos do inglês porque não falamos fluentemente e sentimos desconfortos por esse fato nos confrontar na i...

[Reflexão] Profundo amor

  Eu acho que o amor é capaz de mudar mundos. Isso porque gosto de pensar que cada um de nós somos pequenos mundos dentro de um mundo maior. E o amor nos muda. Seja ela qual for, seja ele vivido da maneira que fizer sentido, ele transforma e ele muda. Algo nele nos impulsiona a sermos melhores do que um dia já fomos. Algo nele nos incentiva a buscar pelo melhor que há em nós a fim de oferecê-lo a alguém que, perante os nossos olhos, o merece inquestionavelmente. Olhe para si nesse momento e reflita sobre quando se descobriu amando alguém, ou mesmo algo. Pense no quanto mudou e no quanto se transformou. Pense no impacto que esse sentimento teve em suas ações e gestos. Pense nos desdobramentos que ele trouxe à sua história. Ele não foi mesmo capaz de mudar o impensável?   “Ser profundamento amado por alguém lhe dá força, enquanto amor alguém profundamente lhe dá coragem” (Lao Tsé)   Já ouvi várias vezes algumas mulheres dizerem que, depois de terem sido mães, tudo...

[Reflexão] A peça da vida

  Antes da gravação de um filme, por exemplo, ou de um episódio de alguma série, e também antes de alguma peça ser, enfim, levada ao teatro, os envolvidos nas obras participam de ensaios. Os diálogos são treinados, os gestos, os movimentos, as cenas, enfim, tudo é detalhadamente ensaiado. E esses ensaios permitem que erros sejam corrigidos, excessos sejam diminuídos e aquilo que precisa de mais intensidade seja, então, trabalhado. Os atores criam intimidade entre si, vão desenvolvendo a importante familiaridade que os ajudará e contracenar com maior naturalidade. O texto é decorado. As cenas se tornam previsíveis. E, então, a ação concreta finalmente acontece. A gravação é feita. A apresentação ocorre. A obra é realizada.   E essas coisas são baseadas na vida, de alguma forma. Um filme, por exemplo, pode retratar o drama de uma mãe que, sendo ilegal em determinado país, é separada de seu filho ainda pequeno, algo que acontece na vida real. Uma peça de teatro pode trazer ...

[Reflexão] Se você se permitir

  Imagine que você esteja em uma estrada rumo ao seu destino. O seu destino é bonito. Só de imaginá-lo seu coração se enche de empolgação e a sua alma se agita de ansiedade. Lá é um lugar agradável. Admirável. Cheio de vida. No entanto, para alcançá-lo, é antes necessário atravessar a tal estrada. Não tem jeito. Não tem um pó mágico que o transportará instantaneamente para o lugar almejado. Você precisará percorrer os quilômetros diante de seus olhos. E essa viagem pode ser tediosa e até cansativa, sobretudo se os seus olhos só conseguirem focar no destino e em nada mais. Essa mesma viagem, no entanto, pode ser extremamente enriquecedora e estimulante se, mesmo atento ao seu porto, você conseguir abrir espaço para que os pequenos encantos do caminho maravilhem os seus olhos.   “Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade” (Pearl S. Buck)   O destino não precisa ser desconsiderado, nem deve sê-lo. Mas se você pode se maravilhar ...