Nesse mundo de coisas instantâneas, tipo o macarrão que em três minutos fica pronto, parece que temos nos desesperado à procura de resoluções para as mais diversas de nossas questões. Algumas são possíveis de serem encontradas, é verdade, e podem nos libertar de angústias duradouras, de incertezas desconcertantes. No entanto, há coisas na vida que, quando não possuem solução, ao menos exigem tempo e paciência para que sejam resolvidas. Dois mais dois resolvemos em um segundo. É quatro. A dor da perda do amor da nossa vida para um acidente inesperado não é algo que se possa resolver da noite para o dia. Mas é aí que reside o nosso erro. Incapazes de suportar o sofrimento, a dor, o desconforto de sermos frustrados e confrontados pelas coisas da vida, queremos respostas, queremos soluções, queremos que nos deem uma direção, uma orientação, que façam algo por nós que de nosso coração retire aquela amargura. Mas não é assim que funciona. Nem é assim que pode funcionar. Há coisas que...
A juventude tem os seus encantos, é verdade. Possuímos força, vigor, temos, geralmente, mais disposição para vivermos os nossos dias. Quando adoecidos, podemos nos recuperar mais rapidamente. Quando desafiados, possuímos habilidades que nos ajudam a superar as dificuldades. No entanto, a juventude tem algo que só se conquista com o passar do tempo e a aquisição da maturidade: sabedoria . E sabedoria está para além de nossas capacidades intelectuais na hora de resolver um problema matemático. Assim como está para além da nossa habilidade em redigir um bonito discurso que emocione multidões. A sabedoria pode ajudar nessas coisas, é verdade, mas ela está muito mais atrelada à forma que escolhemos passar por esse mundo. Isso porque quando mais jovens tendemos a nos preocupar com coisas desimportantes. Colocamos a opinião alheia em um lugar que não lhe cabe. E, em muitas vezes, negligenciamos nossos desejos e vontades em prol de necessidades sobre as quais não deveríamos ter a menor r...