Há muita coisa no mundo que foge do controle de nossas mãos. Um engarrafamento, por exemplo, acontece sem que a nossa vontade seja consultada. Assim como a greve do transporte público pode ser iniciada sem que tenhamos qualquer poder de decisão em relação ao assunto… Nesses casos, o caminho é ter paciência. Não vai adiantar buzinar desesperadamente para que os carros voltem a andar. Nem adiantará vociferar contra motoristas e cobradores, deslegitimando sua luta e se irritando por atrasar-se aos compromissos. E é isso o que não percebemos . Pegamos lutas que não podemos lutar e que, por isso mesmo, já perdemos. É melhor entender a causa do engarrafamento assim como pode ser benéfico entender os motivos dos trabalhadores grevistas. Caso contrário, apenas nos encolerizamos, mas nada resolvemos. Há algo, no entanto, que podemos arejar, tornar mais saudável, tranquilo e sereno. Os nossos pensamentos! Sobre eles podemos ter algum tipo de controle. Quer dizer… Os pensamentos,...
E se hoje fosse o último capítulo de sua história? O que ficaria do livro que você teve a oportunidade de escrever? Bem sei que essa é uma daquelas perguntas que nos fazem olhar para algo que, compreensivelmente, tentamos evitar: o fato de que somos finitos e nos encaminhamos, a cada dia, para o encerrar de nossa existência. Apesar de incômoda, essa ideia é também, como nos ensinam os mais sábios pensadores, o que nos coloca em movimento. Se a vida fosse garantidamente eterna, será que nos sentiríamos impelidos a realizar nossos projetos? Acho que nos acomodaríamos, pois teríamos a sensação de que sempre haveria um depois. Aliás, mesmo sabendo que essa vida na qual nos encontramos está destinada a encerrar, já agimos assim, como se não fosse um problema deixar para depois aquelas coisas capazes de encantar a alma. E o fazemos quando nos atolamos de trabalho, por exemplo, de obrigações que nunca terminam, mas que nos ajudam a nos livrar da ansied...