Algumas pessoas, ao dirigirem-se ao mundo, estão sempre com olhos críticos e posturas irredutíveis. Dificilmente elogiam – ou quase nunca o fazem – e sempre encontram uma maneira de se colocarem como superiores, mais capazes, como se apenas as obras de suas mãos fossem dignas de aplausos e reconhecimentos. Nesse gesto, diminuem o outro, desconsideram sua disposição e minimizam o seu esforço. Nem mesmo conseguem reconhecer o quanto o outro, em sua limitação, busca se dedicar a agradá-las. São arrogantes e são altivas. São incapazes de ampliar o olhar. Ficam fixas em um ponto tão pequeno e limitado: o centro de seus umbigos. Acreditando terem todas as respostas necessárias, não se dão conta do quanto estão vazias e empobrecidas internamente. A questão é que gente assim mina as forças e a energia daqueles que o cercam. Quantas vezes, convivendo com um crítico feroz, sentimo-nos insuficientes e incapazes? Quantas vezes até mesmo desistimos de algum projeto tão importante por ...
NUNCA É SUFICIENTE Estamos mergulhados em uma cultura que preza pela realização constante e ilimitada. Parece que sempre há algo a ser aprimorado em nós, o que, em certa medida, não é de todo errado. A questão que se apresenta, e que muitas vezes nos adoece e até paralisa, é que essa busca por aprimoramento tem nos deixado insatisfeitos com a nossa própria vida. Isso porque somos levados, ainda que de forma indireta e inconsciente, a desrespeitar nossos próprios limites. Faça exercícios, estude oito idiomas, termine cinco pós-graduações, tenha o cuidado de manter suas amizades, mas também não se esqueça daquele tempinho para meditação. Atualize suas redes sociais, faça aquela aula sobre como ser uma mãe melhor, leia aquele livro sobre como ser um profissional mais eficiente, organize sua agenda de modo a não desperdiçar tempo. Conheça aquele aplicativo, esteja atento ao novo que será lançado, assista àquele filme sobre o qual estão todos falando. Viaje. Faç...