Há contextos que nos limitam e privam. Há situações que nos impedem de crescer, florescer e frutificar. É como se estivéssemos na posição de uma sementinha ainda tão indefesa, deixada ao relento, à sorte da própria vulnerabilidade… Os pássaros a comem, os animais a pisam, o vento a leva para longe… Ou, quando a terra não é cuidada e preservada, a sementinha até tenta fazer resplandecer o seu potencial, entretanto, lutando contra pedregulhos e sujeiras, perde as forças e atrofia. O mesmo acontece conosco quando em situações que não nos permitem desenvolver o potencial que carregamos conosco. Sentimo-nos sufocados e acorrentados, aprisionados. Perdemos nossa criatividade e espontaneidade – acabamos impedidos de criar a vida que gostaríamos de viver e ficamos restritos na liberdade de respondermos aos estímulos da existência dentro de nossos próprios termos… Há sempre alguém nos dizendo o que sentir, pensar, falar e fazer. Alguém que silencia nossa voz, limita nossos passos e impe...
Há muita coisa no mundo que foge do controle de nossas mãos. Um engarrafamento, por exemplo, acontece sem que a nossa vontade seja consultada. Assim como a greve do transporte público pode ser iniciada sem que tenhamos qualquer poder de decisão em relação ao assunto… Nesses casos, o caminho é ter paciência. Não vai adiantar buzinar desesperadamente para que os carros voltem a andar. Nem adiantará vociferar contra motoristas e cobradores, deslegitimando sua luta e se irritando por atrasar-se aos compromissos. E é isso o que não percebemos . Pegamos lutas que não podemos lutar e que, por isso mesmo, já perdemos. É melhor entender a causa do engarrafamento assim como pode ser benéfico entender os motivos dos trabalhadores grevistas. Caso contrário, apenas nos encolerizamos, mas nada resolvemos. Há algo, no entanto, que podemos arejar, tornar mais saudável, tranquilo e sereno. Os nossos pensamentos! Sobre eles podemos ter algum tipo de controle. Quer dizer… Os pensamentos,...