Antes de conhecer um pouco sobre o livro Ainda assim, a vida... , convido você a assistir ao vídeo inspirado em uma das reflexões presentes na coletânea: a metáfora da água suja! As palavras são capazes de chegar em lugares onde nada mais consegue. Isso porque as palavras podem se espalhar com os ventos da vida, sendo carregadas aos mais longínquos corações e tendo a oportunidade de tocar as mais distantes das almas. E foi através delas que encontrei uma forma de expressão. Comecei criando histórias, é verdade, colocando no papel universos que existiam apenas na minha imaginação. Mas essas histórias começaram a servir para algo que me chamou a atenção: através delas, dos personagens aos quais dava vida, eu tentava compartilhar um pouco daquilo em que acredito para nós enquanto humanidade. Dei início, então, à escrita de reflexões. Já são centenas de textos escritos, com milhões de leituras ao longo desses últimos anos....
Algumas pessoas, ao dirigirem-se ao mundo, estão sempre com olhos críticos e posturas irredutíveis. Dificilmente elogiam – ou quase nunca o fazem – e sempre encontram uma maneira de se colocarem como superiores, mais capazes, como se apenas as obras de suas mãos fossem dignas de aplausos e reconhecimentos. Nesse gesto, diminuem o outro, desconsideram sua disposição e minimizam o seu esforço. Nem mesmo conseguem reconhecer o quanto o outro, em sua limitação, busca se dedicar a agradá-las. São arrogantes e são altivas. São incapazes de ampliar o olhar. Ficam fixas em um ponto tão pequeno e limitado: o centro de seus umbigos. Acreditando terem todas as respostas necessárias, não se dão conta do quanto estão vazias e empobrecidas internamente. A questão é que gente assim mina as forças e a energia daqueles que o cercam. Quantas vezes, convivendo com um crítico feroz, sentimo-nos insuficientes e incapazes? Quantas vezes até mesmo desistimos de algum projeto tão importante por ...