Há não muito tempo conversamos por aqui sobre o conceito de utilidade estar sendo incluído na nossa relação com as pessoas. E isso tem ficado cada vez mais claro. Tanto que muitas relações, sustentadas na superficialidade da utilidade, acabam desmoronando ao soprar de leves brisas. E em relação a isso esbarrei, nos últimos dias, em um belo pensamento que transcreverei a seguir. Ele traz uma verdade. E nos coloca para refletir sobre a complexidade do que tem acontecido. Talvez seja interessante que, antes de acompanhar as conclusões às quais cheguei, você faça uma pausa e pense aí, consigo mesmo, em como esse pensamento o afeta. “Hoje as pessoas namoram para mostrar, não por amor, isso tem feito com que muitas pessoas prefiram ficar sozinhas” (Slavoj Zizek) Outro autor diria que vivemos na sociedade do espetáculo. E nessa sociedade tudo precisa ser performático. É como se estivéssemos vivendo não para nós, mas para o outro, para impressioná-lo, entretê-lo, d...
Penso que na vida há coisas que possuem preço e há coisas que possuem valor. Aquilo que tem preço é conquistado pelo dinheiro e pode ser recuperado, quando perdido, da mesma forma. Quanto àquilo que possui valor, entretanto, não há nada que o dinheiro possa fazer, isso porque são coisas que, de tão valiosas, a nós são entregues de graça, pois não são coisas a serem conquistadas, mas coisas a serem vividas como parte da nossa história. Uma casa tem preço. E, com o tempo, talvez ela se torne, às nossas necessidades, insuficiente. Podemos vendê-la, ou alugá-la. E com esse dinheiro podemos comprar outra. O amor tem valor. Podemos ser milionários, melhor, podemos ser a pessoa mais rica do mundo, mas se não formos sensíveis o bastante jamais viveremos o verdadeiro amor, ele é gratuito, porém só está disponível para quem a ele se disponibiliza. Há algo na vida que eu penso que seja a coisa mais valiosa de todas, ou ao menos está na lista das mais valiosas... E essa coisa é o...