Já diziam os antigos sábios que uma das maiores buscas do ser humano é aquela pela felicidade. Infelizmente, no entanto, a felicidade é compreendida como uma eterna e constante alegria. Algo que vai no sentido completamente oposto ao apontado pelos estoicos, sempre tão reflexivos quanto à maneira como levavam suas vidas. Sêneca, por exemplo, ilustrava que a vida feliz não era aquela do senso comum, pintada e cobiçada pela maioria das pessoas. A vida feliz era a vida digna de ser vivida. E a vida digna de ser vivida era aquela na qual o indivíduo não se perdesse de si mesmo, de seus valores e interesses, daquilo que verdadeiramente lhe possuía sentido e razão. Pois, avisava o filósofo, na busca incansável pela felicidade, muitos seguem a manada e acabam, assim, corrompidos em suas almas. Isso porque, para ele, a corrupção não era necessariamente roubar uma nação. A raiz da corrupção está no nosso gesto de trairmos a nós mesmos em nome de promessas alheias ou mesmo de satisfazerm...
Gosto muito de podcasts. Sobretudo daqueles que falam sobre saúde mental e nos ajudam a pensar a vida de maneira flexível e reflexiva. Com isso acabei acompanhando uma entrevista da psicóloga Karina Fukumitsu ao Gestalt Paraná. A conversa vale muito a pena e garanto que são duas horas de um conteúdo tão maravilhoso que mal percebemos o tempo passar. Karina é de uma sensibilidade e generosidade incríveis. Ouvi-la já é quase como uma terapia. Olhamos para a vida de forma diferente e passamos a prestar atenção em coisas que, normalmente, simplesmente passam diante dos nossos olhos, mas não contatam o nosso coração. E Karina nos convida a isso. A estarmos presentes no presente, atentos ao que nos é suscitado a cada segundo de nossos encontros. Acho que já falei que vale a pena, né? rsrs E teve algo que chamou muito a minha atenção e sobre o qual fiquei refletindo. Em dado momento da conversa, falando sobre os sofrimentos presentes na vida, Karina nos brindou com um brilhante...