Parece que, nos tempos de hoje, nossas vidas têm estado cada vez mais expostas. Mas acho que podemos ir um pouco mais além. Parece que, nos dias de hoje, temos sentido alguma necessidade de expor aquilo que estamos vivendo. Isso porque é o que vemos outras pessoas fazendo: televisionando suas vidas através de vídeos curtos, publicações que duram vinte e quatro horas ou de malabarismos para que seus “feeds” pareçam sempre tão atrativos e organizados. É quase como se a privacidade tivesse simplesmente acabado. E não é porque alguém invadiu nossa casa com drones extremamente discretos. Pelo contrário. Nós mesmos temos tornado público aquilo que, de certa maneira, compõe a nossa intimidade. E não há problema em compartilhar o nosso cotidiano. Claro que não. Afinal, quem, assim como eu, não gosta tanto dessa autoexposição , simplesmente não precisa participar dela. O problema, entretanto, surge quando a exposição se torna mais importante que a vivência da experiência. Ba...
Às vezes olhamos para a vida de uma forma bastante limitada e reducionista, privados, então, de sermos capazes de contemplarmos os mais diversos caminhos que levam aos mesmos destinos . É como alguém que sonha com um diploma de graduação. Ele não tem apenas uma opção, um único curso, mas vários. E todos o levarão ao mesmo destino: adquirir seu sonhado diploma. Se ficar reduzido a apenas um caminho, acreditando que sua decisão deva prevalecer independente de qualquer coisa, talvez faça uma má escolha e trilhe arduamente por uma estrada que poderia ser estimulante. Ao contrário, se compreende que há outros caminhos possíveis, pode se convencer de que não soube escolher dentre as alternativas, retrocede, faz o retorno, e recomeça, agora mais consciente do que busca, mais atento ao que é ofertado, mais capaz de optar por uma estrada cuja paisagem lhe faça mais sentido e, então, comece a estudar o que realmente tem a ver com o seu jeito de ser. Experimentou. Não se limitou. Nem se apr...