Já se sentiu alheio a si mesmo em relação a certas situações em sua vida? Já se viu fazendo coisas, ou falando palavras, que não correspondiam exatamente à sua vontade, mas que foram manifestas em nome de cumprir o roteiro, agradar, atender aos caprichos do mundo? É bem verdade que, em interação com outras pessoas, por vezes se faz necessário que moldemos algumas de nossas atitudes em nome da boa convivência, mas quando isso se torna uma constante, afastando-nos de nossas verdades, acabamos distanciados de nós mesmos, apertando-nos para caber na forma tão limitada e estreita a partir da qual somos vistos. E tudo começa quando ainda somos bem pequenos. É comum que, em um dia estressante, nossos cuidadores não nos atendam imediatamente ao clamor de nossas necessidades, é quando negligenciam algum cuidado ou não acolhem a expressão de alguma emoção. Entretanto, quando essas faltas se repetem formam-se feridas em nossa pele existencial, convocando-nos...
Por vezes fazemos inúmeros planos na vida. Mas sempre bate o receio. Tememos que dê errado, ou que não sejamos bons o suficiente, ou que o momento não seja o mais adequado. Cheios de sonhos, acabamos vazios de coragem por fazê-los acontecer. O que é uma pena. Quantas histórias encantadoras não puderam ser lidas porque o escritor não ousou tirá-las de sua mente? Quantas músicas emocionantes deixaram de comover corações porque o compositor não ousou versejá-las? Quanta beleza deixou de ser apreciada pelo mundo porque alguém se convenceu de que ela não era tão bonito assim? E assim muitas foram as coisas incríveis que sucumbiram ao medo, ao receio, à incerteza. Assim como muitas coisas maravilhosas tiveram a chance de contemplar a luz porque alguém se encheu de coragem, ousou e arriscou: encantou! “Comece onde você está. Use o que você tem. Faça o que você pode” (Arthur Ashe) Para realizarmos nossos sonhos e darmos vida aos nossos projetos basta que olhemos co...