Alguns de nós dizem que gostariam de viver muito. Mas acabam se reduzindo a uma ideia equivocada. Dizem isso apontando quantidade de tempo como um critério para concluírem que “viveram muito” . Como se viver oitenta, noventa ou cem anos fosse o mesmo que “viver bastante”. Não necessariamente. Isso porque quantidade de tempo não significa qualidade de tempo. De que adiantam cem anos de uma vida inautêntica? Sendo quem não se é? Fazendo coisas nas quais nem se acredita apenas por conformismo, comodidade e conservadorismo? Não se aceitando na sua própria singularidade? Terão esses cem anos valido a pena? Chegarão ao fim com uma sensação agradável de plenitude? Ou despertarão apenas arrependimento pelo tempo outrora disponível, mas desperdiçado? “Não há razão para pensar que um homem viveu muito porque tem cabelos grisalhos ou rugas; ele não viveu muito, apenas existiu muito. Ou você pensa que fez uma longa viagem o homem pego por violenta tempestade assim que deixou o por...
O Coisas da Vida é um projeto autoral que une escrita, afetos e psicologia, propondo reflexões sobre o cotidiano, as relações e o modo como nos percebemos no mundo. Além dos textos e frases reflexivas, o projeto oferece psicoterapia como espaço de escuta e acolhimento, incentivando o autoconhecimento e o cuidado com a saúde emocional como parte essencial do viver