Lembrando-me de Bauman e de seus escritos sobre a liquidez da vida, peguei-me pensando sobre o quanto as coisas têm estado tão superficiais. Muitos podem ser os exemplos. Desde alguém que, estudando, pouco se aprofunda no conteúdo do que está sendo ensinado, até alguém que, permitindo-se a um relacionamento, pouco se interessa genuinamente por aquilo que acontece entre ele e a outra pessoa. O resultado? Tempos cada vez mais voláteis, frágeis, sem sustentação. As coisas têm desmoronado. As pessoas. É como se por coisas pequenas, bobas até, tipo uma brisa, a mais grandiosa das construções, pelo menos em aparência, se transforme em um amontoado de poeira . “Quando as raízes são profundas, não há razão para temer o vento” (Autor Desconhecido) E penso que parte da justificativa para essa superficialidade de nossos tempos se dê pela falta de paciência daqueles que, extremamente imediatistas, não sabem apreciar o processo. Pois é como se dá o processo que indica se...
O Coisas da Vida é um projeto autoral que une escrita, afetos e psicologia, propondo reflexões sobre o cotidiano, as relações e o modo como nos percebemos no mundo. Além dos textos e frases reflexivas, o projeto oferece psicoterapia como espaço de escuta e acolhimento, incentivando o autoconhecimento e o cuidado com a saúde emocional como parte essencial do viver