Avançar para o conteúdo principal

[Reflexão] O seu chamado

 


“Quem olha para fora sonha, mas quem olha para dentro desperta”

 

Meu primeiro contato com Carl Jung se deu a partir dessa frase. Lembro-me como se fosse hoje! Estava na faculdade, ainda, no primeiro semestre, cursando a disciplina História da Psicologia, quando a professora, na proposta de uma dinâmica, separou-nos em grupos e distribuiu frases de famosos autores da Psicologia. A que veio parar em minhas mãos foi essa. Infelizmente não me lembro de onde está a reflexão que escrevi logo em seguida, mas o fato é que jamais me esqueci desses dizeres. Transformaram-se numa grande verdade. Em algo que nunca desprezo. E que acredito que pode transformar a maneira como nos vivenciamos!

 

Tente se lembrar de quantas vezes você esteve sonhador ao observar a vida por aí, acontecendo ao seu redor, notando como vivem, o que fazem, o que desejam, o que celebram e sonhando com o dia no qual teria suas próprias conquistas, seus próprios momentos, experiências apenas suas. Lembre-se ainda das vezes nas quais desejou ter a vida de alguém, ser como alguém é, existir dentro dos termos da existência de outra pessoa. E nesse movimento pode ser que, em muitas vezes, você tenha se lamentado pela própria experiência. Ela já não parecia mais tão atrativa ou animadora. Não parecia encantadora! Isso porque o olhar para fora lança-nos a sonhos e mais sonhos e pouco nos permite concretizar. Não que não possamos encontrar inspirações por aí. O problema é quando o que deveria ser inspiração transforma-se em modelo e, assim, passamos a perseguir algo para o qual talvez nem mesmo existamos.

 

A vida do outro é a vida do outro, mas e quanto à nossa vida? O que podemos fazer da nossa? O que damos conta de viver? E, o mais importante, o que realmente queremos viver? Pois nessa de sonharmos com a vida alheia, ignoramos as lutas que ele teve de enfrentar, as circunstâncias que o cercam, as oportunidades que em seu caminho surgiram! Somos diferentes, e, portanto, naturalmente, teremos também existências diferentes!

 

Mas quando olhamos para dentro de nós, para as nossas potencialidades, assim como para as nossas limitações, para os nossos desejos, para as nossas necessidades, para o que faz saltitar nosso coração, para o que encanta os nossos olhos e nos traz vontade de viver, então podemos despertar para a vida que verdadeiramente queremos viver! A quais lutas você quer se permitir? Quais batalhas lhe fazem sentido? Por quais caminhos desejaria trilhar? Qual história gostaria de, genuinamente, escrever? A história do outro pode parecer muito linda, inspiradora e comovente. Mas é a história que apenas ele pode escrever. E quanto a você? Qual história é capaz de escrever? Vamos além... Qual história quer escrever? Olhe para a sua interioridade, sempre procure olhar para dentro, pois isso o despertará para aquilo que o convoca em sua singular e ímpar existência!

 (Texto de Amilton Júnior - @c.d.vida)

~~~~~~~~

 


Salve o blog no seu navegador e acompanhe novas reflexões às terças, quartas e quintas, a partir das 06h da manhã!

 

Conheça alguns serviços:

 

Psicoterapia Online

Monitoria em Psicologia

Encomenda de Textos Personalizados

Grupos de Estudo e Rodas de Conversa

 

Você pode continuar acompanhando minhas reflexões:

 

- Perfil no Instagram (@c.d.vida)

- Página no Facebook (Coisas da Vida)

- Livros gratuitos (clique aqui)

- Ouça, ainda, o podcast Coisas da Vida no Spotify

- E não deixe de conferir o canal Coisas da Vida no YouTube!

 

É sempre um prazer receber a sua atenção!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

[Reflexão] As suas cores

  Acho que a vida seria realmente muito chata se não houvesse música. E eu adoro ouvir as mais diversas. Meu artista favorito é o Michael. E por conta dele acabei conhecendo outros que também são incríveis e extremamente talentosos. Dentre eles, Cyndi Lauper. E há uma música que ela canta que a mim, ao menos, toca de uma forma muito profunda. Fala sobre aceitação. Mais exatamente sobre autoaceitação . Trata-se de “True Colors” que, traduzindo, ficaria como “as cores verdadeiras”. E, embora, ao longo da letra ela fale sobre aceitar as nossas cores, é perfeitamente possível que compreendamos como a aceitação de nossas características, daquelas coisas que nos distinguem das demais pessoas que habitam o planeta, elementos que, por vezes, são difíceis de serem aceitos por nós e acabam, algumas vezes, alienados, rejeitados, desprezados, ignorados. Mas são nossas coisas. São as nossas particularidades. São as coisas que nos permitem ser tão singulares e ímpares em um mundo de bilhões de ...

[Reflexão] O todo é maior que a soma das partes

  “O todo é maior que a soma das partes” . Essa é uma máxima dentro da Psicologia da Gestalt que, dentre outras, é uma teoria que fornece embasamento à Gestalt-terapia , uma forma de olhar o ser humano é abordá-lo em psicoterapia sobre a qual podemos conversar em outro momento. Aqui, o que nos interessa é o significado dessa expressão que, a princípio, pode parecer confusa ou difícil de compreender, mas que, após alguns instantes de assimilação e entendimento, pode nos ajudar a encarar a vida por outros olhos, com perspectivas novas que nos façam valorizar, apreciar e até mesmo agradecer por cada parte que nos compõem.   Um exemplo bem simples – e até mesmo clichê – para que possamos compreender essa verdade é a do bolo , uma totalidade que vai para além dos ingredientes que o constroem . Isso porque não basta que agrupemos a margarina, os ovos, a farinha de trigo, o fermento, o leite e o açúcar. Não basta uma simples e limitada somatória dessas partes. Não teremos um bolo. T...

[Reflexão] Humanidade

  Olho para o mundo e parece que vejo dor e sofrimento e angústia. Parece que as pessoas estão desesperadas, sem saber aonde ir, a quem recorrer, como se estivessem perdidas, perdidas umas das outras e perdidas de si mesmas . Olho para o mundo e sinto que há dor e há assolação. Parece que está tudo tão pesado e sufocante. Incompreensões e inconstâncias. Não há paciência e não há amor. Será que sempre foi assim? Penso que não. Porque olho para o mundo e vejo pessoas com lágrimas nos olhos e mãos unidas esperando por um amanhã melhor, diferente, no qual lhes seja permitido sorrir . Pessoas em sofrimento e em lamento. Pessoas suplicando por uma ajuda.   E parece que ninguém ouve, ninguém sente, ninguém percebe.   Quantos distanciamentos e quantas inimizades. Quantas ansiedades e quantos medos. Desconfianças e incertezas. Falta de entrega suscitada pela falta de crença no sentimento que estão dispostos a oferecer. Todo mundo é um perigo em potencial. Inclusive nós me...