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[Reflexão] Seja seu melhor assunto

 

Autoconhecimento

Quem é você? Tire um tempo se necessário antes de prosseguir na leitura. Reflita com honestidade. E tente chegar a algumas palavras, ainda que poucas, que possam definir a sua identidade. Pense, ainda, no que é realmente importante para você na vida. Não nas coisas que dizem que são importantes. Aquelas coisas que são colocadas em caixotes rotulados com a sentença “para o sucesso”. Quero que pense no que é verdadeiramente importante a você, sem a contaminação dos discursos do mundo, sem a interferência das infinitas opiniões que possam ter atravessado o seu caminho. Espero que realmente faça o exercício. E tente chegar a respostas genuínas.


Tire um tempo. Se estude. Seja um assunto que você domina” (Bruno Oliveira)


Talvez as perguntas anteriores tenham causado algum desconforto. Fato é que muitos de meus pacientes, quando confrontados por essas perguntas, abrem aqueles sorrisos acanhados e acabam confessando que não conseguem responder tão imediatamente. É quando nos abrimos ao processo do autoconhecimento e começamos nossos pequenos passos rumo a eles próprios. É quando, pela primeira vez, muitos deles se conscientizam do fato de que talvez dominem muitos e inúmeros conceitos, teorias, mas pouco ou nada sabem a respeito de si mesmos. E muito do pouco que porventura venham a saber de si, nada mais é que do que repetição de discursos alheios.


E erramos ao estarmos nessa postura. Erramos ao deixar de estudar a nós mesmos. Erramos quando nos distanciamos tanto de nossa própria pessoa ao ponto de nos tornarmos irreconhecíveis a nós mesmos. É quando a vida perde o sentido. É quando nada parece ter significado. Isso porque não sabemos quais são os nossos valores, quais são as nossas aspirações, quais são as coisas que realmente nos motivam e cativam. Sem essas respostas, submetemo-nos a quaisquer circunstâncias e aceitamos o que quer que dirijam a nós. Acabamos em contextos que nos desrespeitam e desumanizam. Que não reconhecem a nossa liberdade de ser e existir.


Ao contrário, quando somos nosso melhor assunto, aquele que mais dominamos, o mundo pode passar pela turbulência que for, pela inconstância que houver, mas nos manteremos conectados a nós mesmos, conscientes de nossos potenciais, conectados aos nossos valores. Nossas escolhas serão realmente nossas. Nossas decisões serão tomadas com o mínimo de responsabilidade e assertividade. Passaremos por percalços, é claro. E cometeremos erro. Mas não sofreremos achando que nossas correções virão do exterior. Ao contrário. Doutores em nós mesmos seremos capazes de entender qual é a parte que nos cabe na grande trama da vida e, então, assumiremos o papel que reconhecemos como nosso. Um papel que talvez não esteja pronto. Um papel que talvez precisemos construir. De qualquer forma, um papel que não foi atribuído a nós, mas escolhido a partir do conhecimento que detemos a nosso respeito!


Conheça-se. Reconheça-se. E seja livre!


(Texto de Amilton Júnior - @c.d.vida)


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