Às
vezes olhamos para a vida de uma forma bastante limitada e reducionista, privados,
então, de sermos capazes de contemplarmos os mais diversos caminhos que levam
aos mesmos destinos. É como alguém que sonha com um diploma de graduação.
Ele não tem apenas uma opção, um único curso, mas vários. E todos o levarão ao
mesmo destino: adquirir seu sonhado diploma. Se ficar reduzido a apenas um
caminho, acreditando que sua decisão deva prevalecer independente de qualquer
coisa, talvez faça uma má escolha e trilhe arduamente por uma estrada que
poderia ser estimulante. Ao contrário, se compreende que há outros caminhos
possíveis, pode se convencer de que não soube escolher dentre as alternativas,
retrocede, faz o retorno, e recomeça, agora mais consciente do que busca, mais
atento ao que é ofertado, mais capaz de optar por uma estrada cuja paisagem lhe
faça mais sentido e, então, comece a estudar o que realmente tem a ver com o
seu jeito de ser. Experimentou. Não se limitou. Nem se aprisionou. Simplesmente
compreendeu que a vida abarca uma infinidade de possibilidades.
“Mesmo as árvores que não dão
frutos podem dar sombra. A vida não é feita para um único propósito”
(Carpinejar)
A
vida não ser feita para um único propósito nos ajuda a compreender que não
precisamos nos utilizar dela para apenas uma finalidade. Ao contrário. Podemos escolher.
E podemos refazer as nossas escolhas. Podemos nos reinventar enquanto
percorremos o longo percurso que temos pela frente. Alguns se definem por
escolhas antigas. Ou então por conselhos recebidos. Ou ainda por expectativas
que a eles foram dirigidas e lançadas sem que suas opiniões fossem
consideradas. Fato é que muitos de nós acabam aprisionados em uma visão
extremamente limitada sobre a existência. Vivem como se estivessem numa
caixinha apertada. Não estão de fato, mas sentem como se estivessem e, assim,
acabam fadados a uma vida vazia de sentido, sem empolgação, sem experiências
que sejam enriquecedoras ao seu próprio crescimento. No equivocado desejo
por manter até o fim aquilo que já perdeu o sentido, agem como alguém que,
diante de uma árvore infrutífera, não consegue apreciar outro presente que dela
pode obter: o refresco de uma volumosa sombra no meio de um dia escaldante.
Amplie
o seu olhar sobre a vida. Amplie o seu olhar sobre si mesmo! Você é mais do que
consegue contemplar. Apenas não se deu conta. Ao menos ainda. E espero,
sinceramente, que essa reflexão o inspire a procurar mergulhar dentro de si
mesmo. O que será que há para ser descoberto aí? Quais outras
possibilidades a vida lhe reserva? Não há como saber sem se entregar. Não
fique à margem de si mesmo. Não cometa essa bobagem. Aprofunde-se em si mesmo.
Floresça. Ou refloresça.
(Texto
de Amilton Júnior - @c.d.vida)
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