Avançar para o conteúdo principal

[Reflexão] Floresça ou refloresça

 


Às vezes olhamos para a vida de uma forma bastante limitada e reducionista, privados, então, de sermos capazes de contemplarmos os mais diversos caminhos que levam aos mesmos destinos. É como alguém que sonha com um diploma de graduação. Ele não tem apenas uma opção, um único curso, mas vários. E todos o levarão ao mesmo destino: adquirir seu sonhado diploma. Se ficar reduzido a apenas um caminho, acreditando que sua decisão deva prevalecer independente de qualquer coisa, talvez faça uma má escolha e trilhe arduamente por uma estrada que poderia ser estimulante. Ao contrário, se compreende que há outros caminhos possíveis, pode se convencer de que não soube escolher dentre as alternativas, retrocede, faz o retorno, e recomeça, agora mais consciente do que busca, mais atento ao que é ofertado, mais capaz de optar por uma estrada cuja paisagem lhe faça mais sentido e, então, comece a estudar o que realmente tem a ver com o seu jeito de ser. Experimentou. Não se limitou. Nem se aprisionou. Simplesmente compreendeu que a vida abarca uma infinidade de possibilidades.

 

“Mesmo as árvores que não dão frutos podem dar sombra. A vida não é feita para um único propósito” (Carpinejar)

 

A vida não ser feita para um único propósito nos ajuda a compreender que não precisamos nos utilizar dela para apenas uma finalidade. Ao contrário. Podemos escolher. E podemos refazer as nossas escolhas. Podemos nos reinventar enquanto percorremos o longo percurso que temos pela frente. Alguns se definem por escolhas antigas. Ou então por conselhos recebidos. Ou ainda por expectativas que a eles foram dirigidas e lançadas sem que suas opiniões fossem consideradas. Fato é que muitos de nós acabam aprisionados em uma visão extremamente limitada sobre a existência. Vivem como se estivessem numa caixinha apertada. Não estão de fato, mas sentem como se estivessem e, assim, acabam fadados a uma vida vazia de sentido, sem empolgação, sem experiências que sejam enriquecedoras ao seu próprio crescimento. No equivocado desejo por manter até o fim aquilo que já perdeu o sentido, agem como alguém que, diante de uma árvore infrutífera, não consegue apreciar outro presente que dela pode obter: o refresco de uma volumosa sombra no meio de um dia escaldante.

 

Amplie o seu olhar sobre a vida. Amplie o seu olhar sobre si mesmo! Você é mais do que consegue contemplar. Apenas não se deu conta. Ao menos ainda. E espero, sinceramente, que essa reflexão o inspire a procurar mergulhar dentro de si mesmo. O que será que há para ser descoberto aí? Quais outras possibilidades a vida lhe reserva? Não há como saber sem se entregar. Não fique à margem de si mesmo. Não cometa essa bobagem. Aprofunde-se em si mesmo. Floresça. Ou refloresça.

 

(Texto de Amilton Júnior - @c.d.vida)



 


~~~~~~~~

 

Salve o blog no seu navegador e acompanhe novas reflexões às terças e quintas a partir das 06h da manhã!

 

Conheça alguns serviços:

 

Serviço de Psicoterapia Online ou Presencial

Consultoria em Psicologia

Encomenda de Textos Personalizados

 

Você pode continuar acompanhando minhas reflexões:

 

- Perfil no Instagram (@c.d.vida)

- Página no Facebook (Coisas da Vida)

- Livros gratuitos (clique aqui)

- Ouça, ainda, o podcast Coisas da Vida no Spotify

- E não deixe de conferir o canal Coisas da Vida no YouTube!

 

É sempre um prazer receber a sua atenção!

 

 


Comentários

Mensagens populares deste blogue

[Reflexão] As suas cores

  Acho que a vida seria realmente muito chata se não houvesse música. E eu adoro ouvir as mais diversas. Meu artista favorito é o Michael. E por conta dele acabei conhecendo outros que também são incríveis e extremamente talentosos. Dentre eles, Cyndi Lauper. E há uma música que ela canta que a mim, ao menos, toca de uma forma muito profunda. Fala sobre aceitação. Mais exatamente sobre autoaceitação . Trata-se de “True Colors” que, traduzindo, ficaria como “as cores verdadeiras”. E, embora, ao longo da letra ela fale sobre aceitar as nossas cores, é perfeitamente possível que compreendamos como a aceitação de nossas características, daquelas coisas que nos distinguem das demais pessoas que habitam o planeta, elementos que, por vezes, são difíceis de serem aceitos por nós e acabam, algumas vezes, alienados, rejeitados, desprezados, ignorados. Mas são nossas coisas. São as nossas particularidades. São as coisas que nos permitem ser tão singulares e ímpares em um mundo de bilhões de ...

[Reflexão] Ouvir o cansaço

  A SENSAÇÃO DE ENFADO   Paira sobre tantos de nós a sensação de que a vida é enfadonha. Aquela sensação de arrastamento, de que para seguir em frente é necessário um tipo de esforço em nada estimulante. Não é como quando estamos extremamente engajados num projeto e varamos até mesmo a noite, envolvidos em concretizá-lo. É como se o projeto da vida deixasse de fazer sentido. O que pode guardar, em si, uma importante verdade: por vezes somos ultrajados do nosso próprio sentido, distraídos do nosso próprio propósito, passando, assim, a viver experiências que não dizem respeito aos nossos interesses nem a quem somos. Portanto, vivências sem significado.   Descansamos, mas continuamos cansados. Tudo vai bem, ao menos num nível físico. Conseguimos dormir, alimentamo-nos de forma saudável, até mesmo cumprimos com as obrigações cotidianas. Mas aquela incômoda sensação de vazio, de incertezas, permanece ao nosso lado, pairando sobre os nossos pensamentos, fazendo-nos qu...

[Reflexão] O todo é maior que a soma das partes

  “O todo é maior que a soma das partes” . Essa é uma máxima dentro da Psicologia da Gestalt que, dentre outras, é uma teoria que fornece embasamento à Gestalt-terapia , uma forma de olhar o ser humano é abordá-lo em psicoterapia sobre a qual podemos conversar em outro momento. Aqui, o que nos interessa é o significado dessa expressão que, a princípio, pode parecer confusa ou difícil de compreender, mas que, após alguns instantes de assimilação e entendimento, pode nos ajudar a encarar a vida por outros olhos, com perspectivas novas que nos façam valorizar, apreciar e até mesmo agradecer por cada parte que nos compõem.   Um exemplo bem simples – e até mesmo clichê – para que possamos compreender essa verdade é a do bolo , uma totalidade que vai para além dos ingredientes que o constroem . Isso porque não basta que agrupemos a margarina, os ovos, a farinha de trigo, o fermento, o leite e o açúcar. Não basta uma simples e limitada somatória dessas partes. Não teremos um bolo. T...