Adquirir
conhecimento é importante e é fundamental para que consigamos nos desenvolver
tanto pessoal quanto profissionalmente, e isso é inegável. No entanto, há um
perigo que acompanha essa aquisição de conhecimento, o de cairmos no engano
de que sabemos tudo o que há para ser sabido, o que, definitivamente, não é
uma verdade nem agora nem no futuro. Podemos nos debruçar sobre um tema e
podemos nos aprofundar no que ele tem a oferecer, podemos sair da média e
termos muito mais propriedade para discorrermos sobre ele quando em comparação
com outras pessoas, mas quanto mais o revisamos e revisitamos, sempre haverá
algo novo a ser apreciado: seja um novo ângulo, uma nova perspectiva, uma nova
informação. E isso é incrível. O conhecimento não deve ser visto como algo
fechado em si mesmo. Pelo contrário. O conhecimento precisa ser contemplado
como o caminho que nos leva a inúmeros outros caminhos.
“A verdadeira sabedoria é saber
que você não sabe tudo” (Sócrates)
E
isso inclui o reconhecimento de que tão pouco sabemos sobre as pessoas. Percebo
que somos muito julgadores e, mesmo a partir de um primeiro contato, muitas das
vezes superficial e efêmero, agimos como se soubéssemos tudo sobre alguém.
Pressupomos seus pensamentos e seus sentimentos, assim como suas necessidades e
vontades, chegando a definir o que a elas seria ideal e mais importante, só que
(e isso não notamos) do nosso lugar, do nosso limitado conhecimento, da nossa
reduzida visão. Pensar que conhecemos tudo o que há para ser conhecido
priva-nos daquela gostosa curiosidade por saber mais, curiosidade que nos leva
a perguntar a indagar, a explorar e desbravar, a aproximarmo-nos do que não
conhecemos e permitir-lhe que a nós ele se revele estando nós livres de
expectativas e fantasias, abertos ao que há para ser revelado, ao que há para
ser visto!
Precisamos
nos inspirar nas crianças que, conscientes do quanto não sabem, tudo querem
saber e então fazem inúmeras perguntas. Alguns adultos se irritam, é verdade.
Bobos são eles que não veem naquele gesto um genuíno interesse pela vida,
interesse que lhes falta. Sábias são as crianças que, com tão pouco
conhecimento, exploram o que há no mundo, sentem o que há na vida, experimentam
o que a experiência do viver lhes proporciona e, assim, conectadas com o
momento presente, permitem que sua curiosidade floresça e as impulsione na
descoberta do desconhecido. Fazem isso com o que veem pela primeira vez,
com o que nunca antes tiveram nas mãos e com aqueles que até então nunca
tiveram a chance de conversar. Perguntam e se interessam. Questionam e não se
intimidam na busca por respostas. Não se envaidecem com pensamentos de
que não podem demonstrar quão pouco sabem. Isso não lhes é tido como
preocupação. A verdadeira sabedoria está no reconhecimento da nossa
ignorância, pois isso nos liberta da ilusão de tudo saber e nos encaminha à
bênção do não saber: que bom que não sei nada sobre você, terei a chance de
descobrir outro universo de possibilidades!
(Texto
de Amilton Júnior - @c.d.vida)
~~~~~~~~
Salve
o blog no seu navegador e acompanhe novas reflexões às terças e quintas a
partir das 06h da manhã!
Conheça
alguns serviços:
Serviço
de Psicoterapia Online ou Presencial
Você
pode continuar acompanhando minhas reflexões:
-
Perfil no Instagram (@c.d.vida)
-
Página no Facebook (Coisas
da Vida)
-
Livros gratuitos (clique
aqui)
-
Ouça, ainda, o podcast Insight Psicologias no Spotify
-
E não deixe de conferir o canal Coisas da Vida no YouTube!
É
sempre um prazer receber a sua atenção!

.png)
Comentários
Enviar um comentário