Há
pessoas abatidas por aí. Há pessoas lutando contra algum monstro cujos
assombros são sentidos apenas por elas. Há pessoas desejosas por um
acolhimento e uma compreensão, por algum auxílio que as ajude a atravessar o
doloroso trecho pelo qual estão passando. Há pessoas sedentas por uma
conversa. Uma conversa simples, sobre coisas aleatórias, que nem precisa ser
tão profunda ou transformadora, mas que as faça sentir que há outro ser humano
diante delas, de carne e osso e sentimentos, ouvindo-as, dando-lhes atenção,
interagindo com elas. E não é por serem mimadas ou caprichosas, não é por
quererem toda a atenção do mundo para si. É mais que isso. ]É por sentirem,
no íntimo de suas almas, a necessidade inerente a qualquer humano que por aqui
esteja: pertencimento. Necessidade cada vez mais difícil de se
realizar em um mundo repleto de individualismos, egocentrismos,
artificialidades e polarizações rígidas e aparentemente insuperáveis.
E
essas pessoas podem estar bem pertinho de nós. Podem ser nossos amigos. Ou
nossos familiares. Desatentos, não percebemos. Distraídos, não acolhemos. Desinteressados,
perdemos as conexões.
O
convite hoje, então, é para que você resgate a importância que àqueles que
moram em seu coração realmente possuem. Às vezes passamos dias, ou semanas, sem
mandar uma singela mensagem a algum amigo querido. Não que vamos passar horas
conversando, discorrendo sobre todos os mistérios do universo… Às vezes só
diremos um oi e perguntaremos como estão as coisas. E isso já pode ser
suficiente. Aquele amigo querido sente que foi lembrado, que ainda é
importante, que ainda pertence a algum coração. E, assim, sem que você
saiba, a escuridão se esvai, o abatimento se transforma e o alívio ressurge
àquele coração: alguém se importa!
Mas
quando possível, que suas conversas não sejam superficiais ou corriqueiras. A
vida, por si só, é bastante efêmera.
Passa rápido. Os anos se vão se de um jeito impressionante. Quando eu era
criança tinha a sensação de que tudo passava tão lentamente. Mas agora… É como
se tudo corresse depressa. Farei vinte e sete anos neste ano, mas é como se
ainda ontem tivesse dezessete… Então não apresse ainda mais aquilo que já
está apressado. Separe um tempo de qualidade. Converse com profundidade.
Fale sobre tudo. Fale de coisas bobas, dê risada de baboseiras. Fale sobre
coisas importantes, chore quando sentir vontade. Olhe para aquele que ama,
seja ele um amigo, um amante ou um familiar, com olhos de fraternidade e afeto.
Há gente por aí se sentindo solitária. Seja presença ao esquecido. Seja carinho
ao desamparado. Seja humano ao necessitado!
(Texto
de Amilton Júnior - @c.d.vida)
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